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12 de outubro de 2010

Aprender no Computador



Para Carla Viana Coscarelli, doutora em Estudos Lingüísticos e professora da Faculdade de Letras da UFMG, as novas tecnologias são mal utilizadas nas escolas. Assim aconteceu com o rádio e com o vídeo, e agora pode acontecer com o computador, ainda considerado uma ferramenta de ensino. Nesta entrevista, a organizadora do livro “Letramento digital: aspectos sociais e possibilidades pedagógicas”, publicado em 2005 pelo Ceale e pela Autêntica Editora, fala das vantagens e possibilidades do uso do computador na escola, recurso que, para ela, pode diminuir a distância entre ricos e pobres.

Fonte: CEALE - Faculdade de Educação/UFMG

25 de outubro de 2008

Letramento Digital

O que é Letramento Digital?

A palavra “letramento” vem se incorporando ao vocabulário da área da Pedagogia para conceituar um processo que vai além da decodificação do sistema alfabético da escrita e incorpora a compreensão dos usos sociais da escrita. Letramento digital, portanto, significa não apenas saber como utilizar as tecnologias digitais, mas entrar em contato com ele de maneira significativa, entendendo seus usos e possibilidades em nossa vida social.

A palavra “letramento”, embora não seja nova, tem aparecido com freqüência nas falas pedagógicas. Será um simples “modismo”?

O Dicionário Houaiss nos apresenta as seguintes definições de letramento: “1) ant. representação da linguagem falada por meio de sinais; escrita 2) PED m.q. ALFABETIZAÇÃO (processo) 3) (déc.1980) PED conjunto de práticas que denotam a capacidade de uso de diferentes tipos de material escrito”.

Observem que a terceira definição vem acrescentar um novo ponto de vista às anteriores: se as primeiras se referem à representação gráfica dos sinais da escrita, a última inclui a idéia de competência de uso da escrita.

Como vemos, letramento não vem substituir alfabetização. Por outro lado, a capacidade de decodificar as letras e suas combinações não garante que o indivíduo seja capaz de utilizar a leitura e a escrita nas suas situações sociais.

Vamos ver mais de perto a definição de Magda Soares: “(letramento é) o estado ou condição de quem exerce as práticas sociais de leitura e de escrita, de quem participa de eventos em que a escrita é parte integrante da interação entre pessoas”. Para atingir esse estado ou condição é necessário dominar o código escrito e, ao fazer uso dele, ser capaz de participar das situações sociais que exigem o uso da leitura e da escrita, a partir de suas necessidades pessoais ou da sociedade em que vive. Isto significa um amplo leque de situações do cotidiano das pessoas, que podem ser: escrever uma lista de compras; orientar-se na cidade com ajuda de um mapa; entender a posologia na bula do remédio; escrever um poema; ler o horóscopo ou o resumo da novela; buscar informações sobre a situação econômica; ler artigos científicos ou mandar uma carta para um amigo.

O conceito de letramento, ao ser incorporado à tecnologia digital, significa que, para além do domínio de “como” se utiliza essa tecnologia, é necessário se apropriar do “para quê” utilizar essa tecnologia.

Trocando em miúdos: fazer um curso sobre um software de edição de texto, de imagem, ou planilha eletrônica nos ensina a dominar os códigos dessa linguagem, ou seja, a nos “alfabetizar” nela. Mas apenas se incorporarmos essas habilidades ao nosso cotidiano é que passarão realmente a fazer sentido e já fazemos uso delas quando utilizamos o cartão do banco, por exemplo.

No espaço escolar, contribuir para o letramento digital significa apresentar oportunidades para que toda a comunidade possa utilizar as Novas Tecnologias de Informação e Comunicação como instrumentos de leitura e escrita que estejam relacionadas às práticas educativas e com as práticas e contextos sociais desses grupos.

Nesse sentido, o Programa EducaRede, focando a utilização da Internet como espaço de aprendizagem significativa, desenvolve suas ações embasado no conceito de letramento digital, focando três grandes eixos complementares, ou grandes aprendizagens, que são: pesquisar na Internet, publicar na Internet e comunicar-se digitalmente. No Portal EducaRede, por exemplo, os conteúdos, ferramentas, propostas e ambientes tornam possível que os participantes exercitem características fundamentais no processo educativo: a curiosidade da Pesquisa, a autoria da Publicação e a troca da Comunicação.

Clique aqui para ler mais
:

A Internet e Aprendizagem

Letramento Digital: Pesquisa

Letramento Digital: Comunicação

Referência bibliográfica

SOARES, Magda. Letramento: um tema em três gêneros. Belo Horizonte: Autêntica, 1998. _____Novas práticas de leitura e e escrita: letramento na cibercultura. Educação & Sociedade ISSN 0101-7330 versão impressa Educ. Soc. v.23 n.81 Campinas dez. 2002


24 de junho de 2008

II CLAFPL – II Congresso Latino-Americano de Formação de Professores de Línguas

Informações Gerais

A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e o subgrupo de Formação de Professores do GT de Lingüística Aplicada da ANPOLL (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Letras e Lingüística) têm a satisfação de anunciar a realização do II CLAFPL – II Congresso Latino-Americano de Formação de Professores de Línguas, a ser realizado no Campus Gávea da PUC-Rio, Brasil, no período de 27 a 29 de novembro de 2008, e que terá por tema:

Formação de professores de línguas e transformação social

O evento será constituído por conferências, mesas-redondas, simpósios, sessões de comunicações coordenadas, comunicações individuais e sessões de pôsteres, que contarão com nomes representativos da área de formação de professores do Brasil e do exterior.


Temas
As propostas para simpósios, comunicações coordenadas, sessões de pôsteres interativos e comunicações individuais serão organizadas dentro dos seguintes temas:
Formadores e pesquisadores como aprendizes;
Cognição do professor de línguas;
Identidade do professor de línguas;
Educação lingüística do professor de línguas;
Estudos comparativos na formação de professores de línguas;
Políticas lingüísticas e sua interface com a formação de professores de línguas;
O discurso pedagógico no contexto da formação do professor de línguas;
Questões curriculares das licenciaturas em Letras e suas relações com as áreas de Educação, Psicologia, Informática, Fonoaudiologia, etc;
O trabalho do professor de línguas e a formação de professores;
Novas tecnologias da informação e comunicação (NTICs) e educação a distância na formação inicial e continuada de professores de línguas;
Convênios e parcerias (universidade-escola) na formação inicial e continuada do professor de línguas;
Avaliação educacional e formação de professores de línguas;
Integração da formação inicial e continuada;
Ética e discurso nas pesquisas sobre formação de professores de línguas.