24 de junho de 2008

II CLAFPL – II Congresso Latino-Americano de Formação de Professores de Línguas

Informações Gerais

A Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio) e o subgrupo de Formação de Professores do GT de Lingüística Aplicada da ANPOLL (Associação Nacional de Pesquisa e Pós-Graduação em Letras e Lingüística) têm a satisfação de anunciar a realização do II CLAFPL – II Congresso Latino-Americano de Formação de Professores de Línguas, a ser realizado no Campus Gávea da PUC-Rio, Brasil, no período de 27 a 29 de novembro de 2008, e que terá por tema:

Formação de professores de línguas e transformação social

O evento será constituído por conferências, mesas-redondas, simpósios, sessões de comunicações coordenadas, comunicações individuais e sessões de pôsteres, que contarão com nomes representativos da área de formação de professores do Brasil e do exterior.


Temas
As propostas para simpósios, comunicações coordenadas, sessões de pôsteres interativos e comunicações individuais serão organizadas dentro dos seguintes temas:
Formadores e pesquisadores como aprendizes;
Cognição do professor de línguas;
Identidade do professor de línguas;
Educação lingüística do professor de línguas;
Estudos comparativos na formação de professores de línguas;
Políticas lingüísticas e sua interface com a formação de professores de línguas;
O discurso pedagógico no contexto da formação do professor de línguas;
Questões curriculares das licenciaturas em Letras e suas relações com as áreas de Educação, Psicologia, Informática, Fonoaudiologia, etc;
O trabalho do professor de línguas e a formação de professores;
Novas tecnologias da informação e comunicação (NTICs) e educação a distância na formação inicial e continuada de professores de línguas;
Convênios e parcerias (universidade-escola) na formação inicial e continuada do professor de línguas;
Avaliação educacional e formação de professores de línguas;
Integração da formação inicial e continuada;
Ética e discurso nas pesquisas sobre formação de professores de línguas.

23 de junho de 2008

Web 2.0 and Language Learning

22 de junho de 2008

Acesso a boas escolas públicas de BH é restrito

A reportagem abaixo é fala sobre algumas escolas públicas de BH, mas gostaria de chamar atenção do leitor para o Centro Pedagógico da UFMG que tem feito um excelente trabalho e onde eu pude lecionar por 1 ano e sinto bastante orgulho de ter feito parte de uma escola tão querida!

Fonte: Jornal Estado de Minas - Minas Gerais, Brasil

Metade das escolas públicas com melhor colocação no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica do MEC tem acesso restrito esubmete alunos sem preferência a sorteios ou a provas

Escola estadual Ordem e Progresso, no Nova Gameleira, ficou emprimeiro lugar em Minas: 60% das vagas são reservadas a filhos depoliciais civis, categoria que, em alguns casos, também indica alunos.Os demais têm que enfrentar teste.Pesquisa divulgada ontem pelo Ministério da Educação (MEC) aponta queo acesso às melhores escolas públicas de Belo Horizonte é restrito.Entre as seis instituições de 5ª a 8ª séries do ensino fundamentalmais bem colocadas no ranking do Índice de Desenvolvimento da EducaçãoBásica (Ideb) (veja lista), metade tem processos seletivosdiferenciados para o ingresso dos alunos. A Escola Estadual Ordem eProgresso (1º lugar) e o Colégio Tiradentes da Polícia Militar (6ºlugar) têm em comum a reserva de uma parcela de vagas para parentes depoliciais civis e militares, respectivamente. Já o Centro Pedagógicoda UFMG (2º lugar) adota o método do sorteio, também usado em outrasunidades de ensino muito concorridas.O Ideb, criado pelo MEC no ano passado, faz uma radiografia daqualidade da educação nas séries iniciais (do 1º ao 4º ano) e na etapafinal (do 5º ao 8º) do ensino fundamental em todas as cidades do país.O índice é calculado com base em taxas de aprovação das escolasmunicipais, estaduais e federais que integram a rede pública e tambémna nota dos alunos em provas de português e matemática aplicadas peloministério, como a Prova Brasil. No início do mês, foram divulgados os dados por estados, e Minas obteve desempenho estável de 4,7 nocomparativo entre 2007 e 2005. As notas do Ideb vão de zero a 10 e ameta estipulada pelo MEC é de 6.Na primeira colocada geral na lista de 5ª a 8ª séries do Ideb, aEscola Estadual Ordem e Progresso, no Bairro Nova Gameleira, na RegiãoOeste da capital, a fila de espera entre aqueles sem parentesco compoliciais civis chega a 300 alunos para cada série. Em 2002, adona-de-casa Maria Margareth Mime aguardou, durante um ano, o filhoElvis ser chamado para entrar na unidade. "Eles dão preferência afilhos de policiais. Quem não tem parentesco entra na fila. Se não fossem as desistências, meu filho não conseguiria", enfatiza.Segundo o vice-diretor da escola, José Roberto dos Santos, 60% dasvagas são reservadas e o restante é destinado à comunidade, que seriaobrigada a passar por uma prova de seleção. "O concorrente éclassificado de acordo com a avaliação. No caso do parentesco compoliciais, o estudante que não foi bem avaliado tem aulas de reforçoao entrar na escola", diz. O preocupante é que essa regra admiteexceções, como afirmam alguns alunos, que garantem ter conseguido avaga com base na indicação de delegados, sem fazer nenhum tipo deprova. "Há uma minoria rara que ingressa por essa forma", reconhece ovice-diretor.Beto Magalhães/EM/D.A PressMaria Mime com o filho Elvis, que conseguiu se matricular graças adesistências: 'Quem não tem parentesco fica na fila'
INDICADORES
Apesar das distorções, resultados como a colocação no ranking do Ideb justificam a procura. E não são indicadores isolados. Este ano, porexemplo, a aluna Ana Luíza Bueno de Araújo, de 11 anos, do Ordem eProgresso, ficou em terceiro lugar do Brasil nas Olimpíadas deMatemática. Segundo ela, o resultado é fruto da pedagogia que a escolaassume. "Temos que estudar muito. Eles incentivam a leitura e o raciocínio", afirma. Para o vice-diretor, a disciplina é a principaljustificativa para o bom resultado no Ideb. "Muitos estudantes filhosde policiais civis, como sabem que a vaga é garantida a eles, às vezesnão têm muito empenho. Já quem se esforçou para entrar, na maioria doscasos, tem mais disposição e responsabilidade. A disciplina queexigimos é a mesma, indiferentemente da forma que o aluno ingressou. Éo nosso diferencial", afirma. Ensino de apenas 64 cidades tem nota de país desenvolvido, aponta Ideb.
Busca por ensino de qualidade faz alunos optarem por escolas mais distantes de casa Fernanda Vasconcelos Pacheco, de 14, aluna do ensino médio, entrou na escola em 2005, por meio das vagas preferenciais. A estudante é filha, neta, bisneta e sobrinha de policiais civis. "Cerca de 80% da minha classe também foram contemplados com as vagas, devido aos parentescos. Com essa vantagem, a nossa responsabilidade dobra. Temos que honrar essa preferência", avalia.

No Centro Pedagógico da UFMG, no campus Pampulha, não há reserva devagas, mas os interessados em estudar na unidade enfrentam sorteio. No Colégio Tiradentes da Polícia Militar, que funciona no Bairro SantaTereza, na Região Leste da capital, as 1.321 vagas de 5ª a 8ª sériesão ocupadas, prioritariamente, por dependentes legais e parentes depoliciais e bombeiros militares. Se sobrarem lugares, eles sãosorteados entre alunos que aguardam em fila de espera.A reserva de vagas é vista, pela especialista em educação SandraPereira Tosta, professora do mestrado da PUC Minas na área, como umaposição pouco democrática das instituições de ensino. "Ainda que asescolas defendam o argumento de que a medida é necessária paraassegurar qualidade de ensino, isso é complicado, porque osprofessores são pagos pelo estado e não se pode beneficiar uma únicacategoria. Como algumas são ligadas a uma corporação, é até admissível que um percentual de vagas seja restrito, mas, na prática, esse númeronão é muito bem definido e abre margens para outras interpretações,como a de defesa de interesses específicos", criticou Sandra. Escolas públicas são o destaqueCentro Pedagógico da UFMG é a escola número 1, de 1ª a 4ª série de BH. Depois dela, seis instituições estaduais lideram ranking. Os alunos do Centro Pedagógico, como Laila Dias, são incentivados ausar raciocínio lógico, ler bastante e desenvolver criatividade.É na biblioteca do Centro Pedagógico da Universidade Federal de MinasGerais (UFMG), na Pampulha, que a aluna da 4ª série, Laila Pereira Dias, de 10 anos, se dedica aos estudos. Além de apreciar obrasliterárias, ela aproveita a quantidade de livros expostos para estudara matéria que mais gosta: matemática. Já Daniel Marchesotti, de 10, colega de Laila, prefere as aulas em que pratica esportes. Ambos estudam na melhor escola de 1ª a 4ª série de Belo Horizonte na classificação do Ideb e ingressaram por meio de sorteio. Para a diretora do centro, Dília Andrade Glória, o resultado eraesperado. Segundo ela, a qualidade do ensino se deve às reuniõessemanais dos educadores, integração da família, qualificação dosprofessores e aulas que conciliam teoria e prática. "Temos clube da ciência, aulas de esportes, grupos de teatro, além das disciplinas curriculares. Nas aulas de matemática, incentivamos o raciocínio lógico; nas de português, o hábito da leitura", diz. Outro fator apontado como decisivo para o bom resultado é o fato de a escola estar dentro da UFMG. "Assim, há parcerias com universitários, e as crianças têm contato com esse universo de responsabilidade e valorização dos estudos.""Estudar aqui é uma sorte grande", garante Daniel. E ele tem razão. A seleção do Centro Pedagógico, desde a década de 1990, é por meio desorteio. "Os pais inscrevem seus filhos e acompanham o processo.Assim, não há vaga restrita para ninguém e temos crianças de todasclasses sociais", garante Dília. Além da instituição federal, apenas escolas estaduais aparecem no topodas seis melhores de 1ª a 4ª série do Ideb. São elas: a Bueno Brandão,a Pandiá Calógeras, a Anita Brandão, a Duque de Caxias e a HelenaPena. Na lista das mais bem colocadas entre as de 5ª a 8ª séries, o ranking é formado pela Escola Estadual Ordem e Progresso, Centro Pedagógico da UFMG, escolas estaduais Afonso Pena, Professor Leopoldo de Miranda e Madre Carmelita e Colégio Tiradentes.

REDE MUNICIPAL

A rede municipal de Belo Horizonte, que não tem instituições entre asmelhores classificadas pelo Ideb, pode se preocupar ainda mais comoutro fato. Enquanto o índice do sistema estadual de BH cresceu de 4,6para 5,1 no comparativo entre 2005 e 2007, as notas das escolasmunicipais caíram de 4,6 para 4,4. "Em BH, a reprovação aumentou e odesempenho na Prova Brasil caiu na rede municipal. Acredito que jádeve estar sendo feita uma avaliação detalhada, escola por escola,para saber o que ocorreu. O Ideb é fundamental por apontar as boasexperiências e as fragilidades do ensino, o que ajuda a organizar agestão da educação no Brasil", diz a secretária de Educação Básica doMEC, Maria do Pilar Lacerda.As secretarias de Estado e Municipal de Educação de BH foramprocuradas pelo Estado de Minas e se recusaram a comentar os dados doIdeb. Ambas alegaram que ainda não foram comunicadas oficialmente peloMEC sobre os números, portanto, não seria possível emitir qualqueropinião.[Observação: Nas escolas municipais de Bhte há mais de três governos doPT se usa o sistema de "Escola Plural" o que é omitido pela secretária Pilar Lacerda, do partido dos trabalhadores.
Cidades melhor posicionadas têm até 20 mil habitantes

A Escola Estadual José Mendes Magalhães, em Matipó, ficou entre asmelhores de 1ª a 4ª séries de MinasA detalhada radiografia da educação brasileira revelou ainda um dadointrigante da realidade de Minas. As 12 cidades que figuram no topo doranking das melhores notas do Ideb de 1ª a 4ª séries e de 5ª a 8ª têmmenos de 20 mil habitantes. A pequena São João Batista do Glória, com6,8 mil moradores, no Sul do estado, atingiu a nota de 6,7 nas sériesiniciais do ensino fundamental – índice superior ao do estado e à metaestipulada pelo Ministério da Educação.Apesar de não estar no topo da lista das cidades mais bemclassificadas pelo Ideb, Matipó, de 16 mil habitantes, na Zona daMata, tem motivos de sobra para se orgulhar. A única escola domunicípio de 1ª a 4ª séries – a Estadual José Mendes Magalhães – foiapontada como a melhor entre as 4.299 avaliadas no estado. "Acredito que o bom resultado é fruto de uma reformulação feita há dois anos.Apostamos em atividades diferenciadas, com internet, jornais erevistas, para desenvolver ainda mais a capacidade dos alunos", diz asupervisora pedagógica, Mara Régia Dutra.Na categoria de 5ª a 8ª séries, o Ideb mostrou uma instituiçãolocalizada numa cidade de porte maior: Patos de Minas, na Região doAlto Paranaíba, de 133 mil habitantes. Quem se destacou entre as 3.501do estado foi o Colégio Tiradentes da Polícia Militar. Fundada há 31 anos, a unidade tem 514 alunos nas séries finais do ensino básico. "Nossa prioridade é atender os descendentes de militares e as vagasque sobram são destinadas aos aprovados em processos seletivos. Nosso ponto forte é a disciplina, mas atribuo o sucesso na avaliação aotrabalho conjunto feito por professores e alunos, sempre acompanhados pelas famílias e pela corporação", afirma a diretora Conceição Silva Marques. Segundo a secretária de Educação Básica do MEC, Maria do PilarLacerda, são muitas as justificativas para as pequenas cidades estaremmelhor que as metrópoles. "A escola é um retrato da desigualdade social do país e os grandes municípios são mais problemáticos, tendo que lidar com uma realidade maior de violência, desemprego, pobreza edistância física entre os espaços. Por isso, é mais fácil encontrar bons resultados em lugares menores", afirma.

21 de junho de 2008

Encontro Internacional de Texto e Cultura

ENCONTRO INTERNACIONAL DE TEXTO E CULTURA - UFC
29 de outubro a 1º de novembro de 2008Ponta Mar Hotel – Fortaleza / Ceará / Brasilhttp://www.pontamar.com.br/
Realização:Universidade Federal do CearáGrupo de Pesquisa Protexto - UFCSecretaria de Cultura do Estado do CearáWebsite do congresso: http://www.textoecultura.ufc.br
E-mail do congresso: textoecultura@gmail.com1. EIXOS TEMÁTICOSO objetivo principal do evento é propiciar o intercâmbio depesquisas e reflexões sobre temas caros tanto à ciência lingüística quanto aoutras áreas das ciências sociais, tais como texto, discurso, cultura,cognição, gramática e literatura.
O evento abordará, dentre outras, as seguintes temáticas:
•Lingüística do Texto;
•Análise do Discurso;
•Análise Crítica do Discurso;
•Análise da Conversação;
•Funcionalismo;
•Semiótica Discursiva;
•Literatura;
•Psicanálise;
•Sociologia;
•Filosofia;
•Antropologia;
•Comunicação Social;
•Educação;
•Outros temas relacionados a texto e cultura.
CONVIDADOS
*Internacionais*:
Antónia Coutinho (Portugal);
Hardarik Blühdorn (Alemanha);
Jean-Michel Adam (Suíça);
Robert Vion (França).
*Nacionais:*
Clélia Jubran (Unesp);
Ingedore Koch (Unicamp);
Izabel Magalhães (UNB);
Maria Helena de Moura Neves (Unesp).
INFORMAÇÕES IMPORTANTES
*1ª CHAMADA*
Prazo para a submissão de resumos (1ª chamada): 31 de julho de 2008.
Os formulários de inscrição, informações sobre local, acomodações e programação social e as formas de pagamento encontram-se no website do congresso: http://www.textoecultura.ufc.br/abert.htmlE-mail do congresso: textoecultura@gmail.com4.
MODALIDADES DE PARTICIPAÇÃO
*Sessão coordenada*:Para doutores, mestres, especialistas, graduados e estudantes de pós-graduação.
*Pôster*:Para estudantes de graduação.
- As conferências serão realizadas apenas por professores convidados. Asmesas-redondas serão organizadas pela Comissão Organizadora, a pedido dosdoutores interessados, os quais ficarão isentos da inscrição.
- Cada participante poderá inscrever apenas um trabalho para apresentar noevento. O limite é válido inclusive para trabalhos em co-autoria.
- Aqueles que não conseguirem compor uma sessão coordenada devem fazer suainscrição individualmente, para depois serem alocados em uma sessão pelaComissão Organizadora.
- As normas para o envio de resumos e para a posterior publicação dostrabalhos encontram-se disponíveis no *website *do evento.

17 de junho de 2008

Comunidades virtuais

Comunidades virtuais

A construção de uma comunidade de aprendizagem, com o instrutor participando como membro igual, é o veículo pelo qual a educação on-line é mais bem-ministrada
A pesquisa continua demonstrando que a construção de uma comunidade de aprendizagem, com o instrutor participando como membro igual, é o veículo pelo qual a educação on-line é mais bem-ministrada. Além disso, o foco na comunidade reduz o isolamento e aumenta o sentido de inclusão democrática para todos os alunos do curso. Como desenvolver comunidades de aprendizagem efetivas continua sendo um mistério para alguns. Este artigo explora conceitos e técnicas específi cas que podem ser utilizadas em qualquer aula on-line para desenvolver uma abordagem de comunidade de aprendizagem.

FOCANDO NA COMUNIDADE
Mesmo instrutores experientes têm algo a aprender sobre a criação de uma comunidade de aprendizagem on-line. Não é fácil livrar-se de valores e idéias tradicionais na arena acadêmica. Comunidades de aprendizagem reduzem o isolamento do aprendiz e criam um espaço ara a participação democrática no curso, pois todas as vozes têm o mesmo peso. Isso conduz aos resultados desejados de aumento do pensamento crítico e da aprendizagem transformadora.
Contudo, os alunos não migrarão automaticamente para uma abordagem de comunidade de aprendizagem. Existe a necessidade de ensinar os aprendizes a aprender. Três aspectos estão relacionados a essa tarefa: ensinar os alunos a se tornarem melhores aprendizes, ensinar os alunos a investigarem e construírem conhecimento e ensinar os alunos a se auto-orientarem. Comunidades de aprendizagem podem ajudar nessa tarefa, razão pela qual a capacidade de desenvolver e sustentar uma comunidade de aprendizagem torna-se uma competência importante para instrutores on-line.

O PAPEL DA PRESENÇA
Em nossos livros, discutimos não só o conceito de presença social e sua importância no desenvolvimento de uma comunidade de aprendizagem (Palloff e Pratt, 1999, 2003, 2005, 2007), mas também a negociação de papéis como parte de sua implantação. Sem dúvida, para que as pessoas na comunidade ajam de acordo com os papéis necessários para fazê-la funcionar, deve haver um entendimento de quem é cada um como pessoa real, juntamente com um forte sentido de inclusão. As tarefas incluem, em primeiro lugar, a seleção, a organização e o desenho de conteúdos, atividades e avaliação e, em segundo lugar, a facilitação do curso. Acreditamos que, para desenvolver uma comunidade de aprendizagem on-line efetiva, todas essas funções precisam ser compartilhadas com os aprendizes: eles precisam ter o poder de assumir responsabilidade pelo próprio aprendizado e pelo dos colegas.
A presença social vem em primeiro lugar, pois a capacidade de formar vínculos como pessoas constitui a base da comunidade de aprendizagem. Os papéis e as tarefas emergem daí e dependem totalmente disso. Desenvolver uma comunidade de aprendizagem requer o estabelecimento de um meio pelo qual essa conexão entre as pessoas possa ocorrer e o desenvolvimento de atividades de aprendizagem que possam sustentar esse processo.

ENGAJAMENTO ON-LINE
Nossa concepção de comunidade de aprendizagem on-line leva em conta as pessoas envolvidas (presença social) e a função social, as políticas e os processos envolvidos, que chamamos de fi nalidade e que coincide com a presença do professor, e o processo em si, que inclui a interação e a comunicação que sustentam a presença cognitiva. Incluímos a necessidade de prestar atenção à tecnologia na área de processo, pois sem isso não pode haver comunicação on-line. Se esses elementos são considerados em uma aula on-line, o resultado é o engajamento democrático dos alunos com o conteúdo, dos alunos uns com os outros e dos alunos com o instrutor. Para determinar se a comunidade realmente se formou e tornou-se parte integrante do curso, os seguintes resultados devem estar presentes:
● interação ativa, envolvendo tanto o conteúdo do curso quanto a comunicação pessoal;
● aprendizagem cooperativa, evidenciada por comentários aluno-aluno mais do que alunoprofessor;
● significado socialmente construído, evidenciado por concordância ou questionamento, com a intenção de obter concordância em questões de significado;
● compartilhamento de recursos entre os alunos;
● troca de expressões de apoio e encorajamento os alunos, assim como disposição de avaliar criticamente o trabalho dos outros (Palloff e Pratt, 1999, 2007).
Quando esses elementos são observáveis, o professor pode ter segurança de que os alunos estão envolvidos no curso. O pensamento crítico é evidente, e a aprendizagem está ocorrendo.

TÉCNICAS DE CONSTRUÇÃO DE COMUNIDADE
Baseados em nossa experiência com o desenvolvimento e a sustentação de comunidades de aprendizagem on-line, recomendamos as seguintes técnicas:
Inicie o curso pelo enfoque no desenvolvimento da presença social. A publicação de biografias e apresentações pode ser promovida pelo uso de atividades de descontração, divertidas, cujo intuito é ajudar os alunos a se conhecerem melhor.
Estabeleça diretrizes de engajamento. A publicação de um conjunto de diretrizes desenvolvidas pelo professor e a solicitação aos alunos de uma resposta a elas ou do desenvolvimento de suas próprias diretrizes pode auxiliar nesse processo.
Estabeleça diretrizes de participação mínima. A participação mínima que se espera deve ser incluída nas diretrizes, com o entendimento de que, quanto maior, melhor.
Permita aos alunos discordar. A discordância profissional sobre questões é saudável e deve ser estimulada.
Desenvolva um curso emocionante e instigante. Os alunos, quando têm a oportunidades de trabalhar juntos, em pequenos subgrupos, desenvolvem a criatividade e a capacidade de pensar criticamente.
Incorpore atividades cooperativas e oportunidades para reflexão. A atividade reflexiva deve ser incorporada ao curso e serve para aprofundar seu impacto.

CONSIDERAÇÕES FINAIS
Acreditamos firmemente que a comunidade de aprendizagem on-line é o veículo pelo qual ocorre a aprendizagem em um curso on-line, independentemente da matéria. A pesquisa indica que, quando esse tipo de práticas instrucionais e o desenvolvimento de uma comunidade de aprendizagem são o foco de uma aula on-line, a participação e a satisfação dos alunos aumentam. A sua competência como aprendizes aumenta graças a essa abordagem, e o resultado é uma aprendizagem vitalícia. A atenção ao desenvolvimento de uma comunidade de aprendizagem no início de um curso on-line é um tempo bem-empregado.

AUTORES
RENA M. PALLOFF E KEITH PRATT
Sócios-diretores do Crossroads Consulting Group e diretores do programa Ensinando na Sala de Aula Virtual, da Fielding Graduate University (Estados Unidos).

REFERÊNCIAS
PALLOFF, R.; PRATT, K. Building online learning communities: effective strategies for the virtual classroom. San Francisco: Jossey-Bass, 2007.
Collaborating online: learning together in community. San Francisco: Jossey-Bass, 2005.
The virtual student: a profi le and guide. San Francisco: Jossey-Bass, 2003.
Lessons from the cyberspace classroom: the realities of online teaching. San Francisco: Jossey-Bass, 2001.
Building learning communities in cyberspace: effective strategies for the online classroom. San Francisco: Jossey-Bass, 1999.

16 de junho de 2008

Prêmio Microsoft Educadores Inovadores



Descubra O que é o Prêmio Microsoft Educadores Inovadores

O Prêmio Microsoft Educadores Inovadores já está em sua terceira edição e tem como proposta fomentar o desenvolvimento de inovações nas práticas educacionais diárias das instituições de ensino, promovendo a compartilhação de experiências entre educadores, criando referências no uso criativo da tecnologia e valorizando as escolas públicas e privadas de ensino fundamental e médio.
Tudo que você precisa saber para participar!

Para participar do Prêmio Microsoft Educadores Inovadores Brasil - 2008, é necessária a leitura integral do Regulamento. Se preferir faça o download do Regulamento.


Para quem não tem medo de inovar:

Para as categorias Aluno Monitor e Gestão Escolar e Tecnologias podem participar educadores:- das escolas da rede pública de ensino;- das secretarias municipais e estaduais de ensino;- dos Núcleos deTecnologia Educacional - NTEs ou NRTEs;- de ONGs;- de fundações ou institutos.- Instituições particulares parceiras daMicrosoft nos Programas Educacionais.Importante: para estas categorias serão aceitos somente os projetos de autores que participam ou participaram de um dos Programas Educacionais Microsoft. Já a categoria Educador Inovador é aberta a todos os educadores das instituições acima citadas, incluindo também educadores das escolas particulares.Importante: para esta categoria não é necessário que o educador tenha participado de um dos Programas Educacionais Microsoft.


Inscrição gratuita!

Cadastre-se no site e depois envie seu projeto de 03 de junho a 08 de agosto de 2008. É fácil, veja como fazer no item Participe. Não deixe para a última hora o envio de seu projeto educacional!

Veja em qual categoria seu projeto se encaixa:

- Aluno Monitor
- Gestão Escolar e Tecnologias
- Educador Inovador


Como seu trabalho pode ser premiado

Educadores de destaque nacional da área de tecnologia da educação irão escolher os melhores projetos, de acordo com os critérios de seleção para cada categoria. Um deles pode ser o seu!Importante: os projetos enviados devem estar aplicados na prática há no mínimo três meses.

Quando você vai saber se ganhou?

Os projetos finalistas serão conhecidos no dia 27/08/08, nos sites Educadores Inovadores, Microsoft Educação e via ligação telefônica a ser realizada pela equipe do Prêmio.


O dia da premiação

Os autores dos projetos finalistas irão participar da premiação na sede da Microsoft Brasil, em São Paulo (SP), com todas as despesas pagas, no dia 03/09/08.
Importante: só serão oferecidas passagens aéreas e rodoviárias. Também está incluso os traslados entre aeroporto/rodoviária de São Paulo e Hotel Gran Estanplaza São Paulo. Os demais transportes, como táxi, balsa, ônibus intermunicipal, entre outros, correrão por conta dos participantes.

Grande prêmio

Os dois integrantes de cada projeto vencedor receberão como prêmio um Notebook, com o sistema operacional da Microsoft Windows Vista e a nova versão do pacote de aplicativos Office 2007. Veja mais na área Prêmio.
Os educadores responsáveis pelos projetos vencedores poderão apresentar seus trabalhos em um evento internacional da Microsoft e ainda concorrer com projetos de educação de todo o mundo.

Educadores ligados ao desenvolvimento de práticas educacionais inovadoras irão selecionar o melhor projeto das categorias: Aluno Monitor, Gestão Escolar e Tecnologias e Educador Inovador, que serão analisados pela Banca Examinadora, formada por profissionais de destaque na área da tecnologia da educação.
Conheça os integrantes da Banca Examinadora.Clique aqui.


5 de junho de 2008

III Simpósio Nacional e II Internacional de Estudos Celtas e Germânicos

O III Simpósio Nacional e II Internacional de Estudos Celtas e Germânicos terá como tema central “Saber e Poder entre Celtas e Germânicos – Formação, Representação e Transformação”. O fascínio pelos reis míticos como Artur, pelas lideranças e chefias nas tribos célticas e germânicas, bem como na relação entre o sagrado e o cotidiano na figura de chefes e reis têm despertado o interesse de grande parte do público leigo para a história e as literaturas das sociedades celtas e germânicas. Tais temas originaram uma vasta gama de apropriações e leituras desse passado em toda a Europa e têm sido objeto de múltiplas pesquisas em todo o mundo. Hoje, não há como falar de celtas, germanos e vikings sem mencionar o papel sagrado de seus chefes e reis, não podemos esquecer as inúmeras narrativas de míticos e poderosos líderes e de suas vitoriosas rainhas, que a tantos têm encantado por séculos. Este Simpósio vem trazer ao público brasileiro as discussões mais atuais sobre saber, poder e sua relação com o sagrado nas sociedades celtas e germânicas, tecendo reflexões sobre a relevância dessas questões na Antigüidade e as transformações sofridas no medievo. Assim, estaremos convidando contribuições que tratem de:
Poder, a construção da chefia e/ou os valores da aristocracia nas sociedades celtas e/ou germânicas;
Reflexões teórico-metodológicas sobre saber, poder e o sagrado nas sociedades celtas e/ou germânicas;
O caráter sagrado de chefes e reis;
Reis míticos;
Releitura e usos políticos desses reis na Europa desde o Medievo até a Contemporaneidade;
O papel da Igreja nos reinos germânicos;
Disputas entre o Sacro Império e o Papado;
Releitura desses temas pelas sociedades contemporâneas em literatura, cinema e HQs.

3 de junho de 2008

40º Seminário Brasileiro de Tecnologia Educacional

O seminário destina-se a profissionais das áreas acadêmica e corporativa, principalmente atuando em planejamento, avaliação e gestão de sistemas de tecnologia educacional.
Constará de palestras, mesas e debates sobre: TE e políticas de governo, possibilidades e limites, práticas pedagógicas, capacitação continuada do professor, desafios da era digital.

Revista da ANPOLL

Revista da ANPOLL é uma publicação da Associação Nacional de Pós–Graduação e Pesquisa em Letras e Lingüística, entidade civil de caráter cultural que congrega professores, pesquisadores e estudiosos das áreas de Letras e Lingüística. Está consignada no QUALIS como Nacional A.A proposta de sua criação veio da professora Sônia Maria van Dijck Lima, presidente da ANPOLL no biênio 1994-1996, e foi, imediatamente, aceita pelos demais membros da Diretoria e do Conselho. Em seguida, a constituição de uma Comissão Editorial e de um Conselho Editorial revelou o alto grau de receptividade da idéia: pesquisadores brasileiros e estrangeiros acolheram com simpatia e entusiasmo o convite para participar da publicação.O primeiro número, publicado em 1995, pela Gráfica da UNICAMP, com tiragem de 1000 exemplares, teve o objetivo de recuperar a memória das pesquisas desenvolvidas no âmbito da ANPOLL, sendo sua temática as investigações realizadas nos diferentes Grupos de Trabalho.A Revista da ANPOLL, desde o primeiro número, recebeu relevantes contribuições de pesquisadores nacionais e internacionais, tornando-se, em pouco tempo, um importante e reconhecido veículo de divulgação da produção científica das áreas de Letras e Lingüística.Desde o XII Encontro da ANPOLL, realizado em Campinas em junho de 1997, a REVISTA DA ANPOLL passou a ter dois números por ano. E assim vem acontecendo até o presente momento. Já foram publicados 21 números, contando, naturalmente, com a incansável colaboração dos atuantes membros das sucessivas Comissões Editoriais, do Conselho da Revista e das Diretorias.Na atual diretoria, a REVISTA DA ANPOLL está sob a responsabilidade dos professores André Luís Gomes (Letras) e Maria Cristina Dalacorte (LINGÜÍSTICA) que preparam, com a expressiva contribuição de pesquisadores nacionais e estrangeiros, os números 22 e 23.André Luís Gomes e Maria Cristina Faria Dalacorte

XXIII Encontro Nacional da ANPOLL


O XXIII Encontro Nacional da ANPOLL tem como objetivo possibilitar a discussão a respeito da produção do conhecimento em Lingüística e Letras e promover o intercâmbio das pesquisas desenvolvidas pelos Grupos de Trabalho congregados pela ANPOLL
O tema "Produção do Conhecimento em Letras e Lingüística: Identidade, Impacto e Visibilidade" abarca questões que permeiam a produção e a difusão do conhecimento das áreas, subáreas e especialidades de Lingüística e Letras.
Mais notícias: Nos dias 21 e 22 de maio de 1984, professores das áreas de Letras e Lingüística,reunidos em Brasília, na sala 104 da FUNCEP, fundaram a ANPOLL - Associação Nacional de pós-Graduação e Pesquisa em Letras e Lingüística. Neste ano de 2008, portanto, a ANPOLL completa 24 anos de atuação junto às agências de fomento e aos fóruns responsáveis pelas políticas de pesquisa e pós-graduação no país.
No momento, são 93 os Programas filiados à ANPOLL. Na esfera intelectual e acadêmica da Associação, a dinâmica fundamental é o trabalho dos GTs (Grupos de Trabalho) temáticos, que hoje somam trinta e dois. A ANPOLL já realizou vinte e dois
Encontros Nacionais
, seguindo basicamente a mesma sistemática: nos Encontros ocorridos em anos ímpares, os debates giram em torno da política de Pós-Graduação brasileira, estando reunidos coordenadores dos Programas de Pós-Graduação e dos GTs; nos anos pares, a reunião dedica-se basicamente aos debates dos GTs e articula seus trabalhos, havendo, também, alguns trabalhos de ordem política.
A Diretoria da ANPOLL tem mandato de dois anos, sendo eleita com base em um programa de gestão, submetido à Assembléia da Associação.
A principal finalidade da ANPOLL é representar politicamente Programas de Pós-Graduação em Letras e Lingüística.

2 de junho de 2008

II SILID (Simpósio sobre o Livro Didático de Língua Materna e Língua Estrangeira) e I SIMAR (Simpósio sobre Materiais e Recursos Didáticos)

Convite
Temos o prazer de anunciar o II Simpósio sobre o Livro Didático de Língua Materna e Língua Estrangeira (II SILID) e o I Simpósio sobre Materiais e Recursos Didáticos (I SIMAR), que serão realizados na PUC-Rio nos dias 28, 29 e 30 de julho de 2008.
Os Simpósios são promovidos pelos Departamentos de Letras e Artes & Design da PUC-Rio.

Informações Gerais
Os Simpósios terão como objetivos:
- Abrir um foro interdisciplinar para discussão sobre questões em torno da produção, do uso e da recepção de livros, materiais e recursos didáticos tanto na educação presencial quanto na educação a distância, e em situação de educação especial;
- Propiciar o encontro dos múltiplos agentes envolvidos no processo de autoria de livros, materiais e recursos didáticos, no que tange à elaboração, produção, divulgação e uso, incluindo escritores, editores, designers gráficos, ilustradores, divulgadores, gráficos, professores e alunos;
- Conhecer, compartilhar e estimular a pesquisa sobre o livro, os materiais e os recursos didáticos em uma perspectiva interdisciplinar;
- Aproximar a produção acadêmica das práticas escolares e do mercado, estreitando relações entre a Universidade, o mercado e as diferentes redes de ensino, e estimulando trocas entre os pesquisadores e os agentes envolvidos no processo de elaboração, produção, divulgação e uso de livro, materiais e recursos didáticos;
- Discutir a relação texto-suporte-imagem e atentar para a questão da multimodalidade, considerando que as novas gerações estão sendo expostas a um universo em que o verbal e o não verbal estão ocupando espaços em comum;
- Debater sobre as tecnologias acessíveis e integradas ao ambiente de ensino aprendizagem, especialmente sobre a tecnologia computacional e seus impactos na sociedade.